quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

REGULAÇÃO DA VENTILAÇÃO E EXERCÍCIO



REGULAÇÃO DA VENTILAÇÃO E EXERCÍCIO




OS quimiorreceptores detectam as variações químicas através da pressão na parede das carótidas gerando um estímulo de ventilação.
Quando a pessoa inspira ar, respira um ar que tem 760mmhg e esse ar tem 169mmhg de oxigênio. Então a pressão atmosférica de O2 é igual a 169mmhg. Esse ar que entra pela boca e nariz vai ser dirigido até o alvéolo no pulmão então se têm uma PAO2 de 105mmHg e PACO2 de 40mmHG. O sangue passa pelo pulmão, pelos alvéolos que transporta O2 e CO2 (PvO2= 40mmHg e a PvCO2= 45 mmHg). Este sangue venoso que passa pelo pulmão vem do coração direito pela artéria pulmonar. A membrana respiratória é a membrana alveolar com a capilar e a dinâmica de gases acontece da seguinte forma: o O2 do alvéolo passa para o capilar pela diferença de pressão (Pressão alveolar contra a pressão capilar fazendo com que difunda O2 para o capilar) e o CO2 passa do capilar para o alvéolo porque a pressão do capilar é maior que a pressão alveolar. Ou seja, a difusão de O2 e CO2 só depende da diferença de pressão. À medida que o sangue passa pelo pulmão essas irão acontecer nos alvéolos e ao longo do tempo o sangue venoso vai se enriquecendo de 02 e o CO2 vai sendo retirado. Ao longo do processo de respiração esse sangue vai sair na veia pulmonar que vai até o átrio esquerdo e então vai ter uma Pa02 de 105mmHg e uma PaCO2 de  40mmHg ao longo do percurso.  É importante saber que existe uma relação entre as pressões: PA (alveolar), Pa (arterial) e PATM (atmosférica), portanto, a pressão atmosférica afeta diretamente a pressão arterial. Este sangue, agora arterial, chega no átrio esquerdo vai pro ventrículo  esquerdo e vai pra aorta que leva este sangue para os tecidos (músculo). A Pressão tecidual de 02 é de 40mmHg e a Pressão tecidual de CO2 é de 45mmHg então, quando o sangue arterial passar pelos tecidos ele vai perder O2 para os tecidos e receber CO2 destes. Dessa forma, o sangue vai ser convertido em sangue venoso em que a PvO2 vai ser 40mmHg e a PvCO2 vai ser 45mmHg. Esse sangue vai dos tecidos para o coração (átrio direito e ventrículo direito) e posteriormente é lançado para os pulmões, este é o ciclo. 
            Portanto, essa pressão de O2 é bombeada pelo coração que vai passar pela aorta e pelas carótidas e serão monitoradas continuamente pelos quimioreceptores. Se a Pressão de O2 ou CO2 subir ou cair, será imediatamente detectado pelos quimiorreceptores levando a uma resposta ventilatória. Objetivo da respiração é a manutenção de níveis apropriados dos gases no sangue e nos tecidos e de um pH apropriado para o funcionamento celular normal. Se não houver controle cuidadoso, pequenas mudanças em qualquer um desses fatores poderão comprometer a atividade física e prejudicar a saúde.
            Em repouso a pessoa produz menos CO2 do que 02.  A produção de CO2 aumenta à medida que aumenta a carga de trabalho, porém, ela não aumenta na mesma proporção que o consumo de O2, pois ela se aproxima aos consumos de O2 só que ao invés dela seguir aumentando linearmente ela quebra.
            Quando a pessoa está com uma carga de trabalho baixa o lactato não aumenta e o pH não muda mas, o consumo de oxigênio aumenta e a produção de CO2 aumenta (porque o metabolismo aumenta, a pessoa consume mais substrato energético em especial gorduras) e também aumenta ventilação ( por dois mecanismos: 1º estímulo adrenérgico-antecipatório ao exercício  e 2º ao movimentar as articulações os mecanicoreceptores articulares que estão diretamente ligados ao centro respiratório estimulam a ventilação ou seja, estimulação neural). Quando a carga aumenta e ultrapassa o linear de lactato (C3H6O3: acido lático), este começa a subir e por consequência o pH sofre uma leve queda. Quando o lactato é produzido ele se dissocia em C3H503 e Hidrogênio (produz a queda de pH).  Nesse momento o NAHCO3 (bicarbonato de sódio- base) se dissocia em Bicarbonato e sódio que reage com H pra formar NAC3H5O3-àH2O + CO2  que vai formar H2CO3 (ácido carbônico). Na hemácia tem uma enzima chamada anidrase carbônica que capta o ácido carbônico (H2CO3) e o quebra em H2O e CO2, evitando que o ácido carbônico forme hidrogênio novamente. Esse processo é chamado de VIA DE TAMPONAMENTO DO LACTATO que gera uma produção extra de CO2. Para que esse CO2 seja retirado é necessário que haja uma Hiperventilação para tornar o sangue menos ácido ou mais alcalino. 




LactatoàTamponamentoàmaior produção de CO2à+VENTILAÇÃO (aumenta na mesma proporção que aumenta CO2, garantindo a manutenção de PCO2)
 

Mecânica Respiratória

Mecânica Respiratória

Os pulmões podem ser contraídos e expandidos através da contração e relaxamento dos músculos como: diafragma; intercostais externos; esterno cleido mastoideo. Para a inspiração há uma contração destes músculos. Já para uma expiração, há um relaxamento destes músculos e uma contração do reto abdominal.
O pulmão “flutua” na cavidade torácica, cercado por uma fina camada de líquido pleural que lubrifica o movimento dos pulmões dentro da cavidade.
Pressão Pleural é a pressão do líquido no estreito espaço entre a pleura visceral e a pleura parietal. A pressão inicial da inspiração em repouso é de -5 centímetros de água (-3,68 mmHg). E quando há a expiração, a caixa torácica se expande, tracionando os pulmões para fora cria uma pressão ainda mais negativa, cerca de -7 centímetros de água (-5,15 mmHg).

Pressão alveolar é a pressão do ar dentro dos alvéolos pulmonares. A esta pressão dos alvéolos tem que cair, para que aí sim ocorra um influxo de ar para dentro dos pulmões.


Volumes respiratórios

VAC (Volume de Ar Corrente) + VRI (Volume de Reserva Inspiratório) + VRE (Volume de Reserva Expiratório) = CV (Capacidade Vital)

CV + VAR (Volume de Ar Residual) = CPT (Capacidade Pulmonar Total)

Quanto maior a caixa torácica, maior será a CV do indivíduo. Quanto maior a CV (em litros), maior será o valor de VO2 máx, porém em termos absolutos. Porém se dividirmos este valor absoluto pela massa do indivíduo,aí então teremos o VO2máx Relativo.

Critérios para diagnósticos:

1° critério:      CV                  =          > 0,7 àNormal
                        CVprev                      < 0,7 àDoença Respiratória Restritiva


2° critério:      VEF1             =          > 0,7 àNormal
                        CV                              < 0,7 àDoença Respiratória Obstrutiva

Princípio de Doença Obstrutiva:

Asma:
Quando respiramos além do ar que entra nos pulmões, outras partículas presentes neste ar também acabam por entrar. Porém quando estas partículas chegam ao interior dos brônquios, elas entram em contato com células presentes nas paredes dos vasos brônquicos. Células que possuem vilosidades, e é exatamente aí que as partículas entram. Ao entrar nestas vilosidades nosso organismo por medida de defesa gera um muco, com a função de se aderir a estas partículas e impedir que entrem no interior do Sistema Respiratório.  O problema é que algumas partículas podem ser alergênicas para certas pessoas, e neste caso há uma ativação de mastócitos que secretam Histamina para combater esta infecção. Porém a Histamina ativa a musculatura lisa brônquica e realizamos uma bronco constrição, ou seja, um bronco espasmo.

AIE (Asma Induzida pelo Exercício):
            É uma crise induzida pelo exercício, pois quando fazemos exercício, naturalmente realizamos uma bronco dilatação. Com isso, além de aumentar o fluxo de ar, terá também um aumento de partículas nas vilosidades, e consequentemente mais muco, mastócitos e secreção de histamina.
            Crianças com asma devem fazer educação física. Caso haja uma crise, retira-se o aluno da atividade e coloca-se sentado com o tórax projetado para frente e deixar que ele respire até relaxar a musculatura lisa. Após a crise o aluno poderá voltar normalmente para a atividade, pois ele passará por um Período Refratário. O qual ficará imune a uma nova crise por um período de 1 a 2 horas. Isto se dá, pois os receptores de histamina ficam dessensibilizados após a primeira crise.

            Princípio de Doença Restritiva:

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica:
            Quando fumamos, no cigarro possui uma substância chamada Nicotina. Esta substância interrompe os batimentos ciliares das paredes da traqueia. Com isso os cílios não conseguem levar o muco que se acumula para fora da glote, e assim fazer com que o muco caia pelo esôfago até o sistema digestório. Sendo assim, começa um grande acúmulo de mucos no sistema respiratório.

Pâncreas, Diabetes e Exercício

Pâncreas


O pâncreas, além de suas funções digestivas, secreta dois hormônios importantes, insulina e glucagon, que são cruciais para a regulação normal do metabolismo da glicose, lipídios e proteínas. Uma parte do Pâncreas é formada por um tecido conhecido por Ilhotas de Langerhans, o qual possui três tipos celulares principais:

·         Células α(alfa)- Função de liberar Glucagon para realizar a glicogenólise (quebra do glicogênio hepático) e o aumento da gliconeogênese no fígado, assim aumentar a disponibilidade de glicose para outros órgãos do organismo (aumento da glicemia).

·         Células β(beta) – Função de liberar Insulina para aumentar captação de insulina e assim diminuir a glicemia.

·         Células δ(delta) – Função de liberar Somatostatina para inibir a secreção de Glucagon e de Insulina

Glicemia é a concentração de glicose no sangue. E seus valores e classificação são:

·         Jejum (Normal) – 100 mg/dl

·         Pré-Diabético – 100 a 120 mg/dl

·         Diabético – 130mg/dl

Estar em estado de Hipoglicemia afeta (prejudica) principalmente o Sistema Nervoso Central, pois o seu funcionamento depende fundamentalmente de glicose. Já estar em estado de Hiperglicemia afeta principalmente o sistema vascular, pois as células das paredes dos vasos perdem água para o meio mais concentrado, o sangue no caso.

Para que a glicemia se mantenha estável (80 a 100 mg/dl) da liberação de glucagon e de insulina. Quando a glicemia está baixa é liberado glucagon para realizar a quebra do glicogênio. E quando a glicemia está alta é liberada a insulina para captar a glicose do sangue e carrega-las para dentro das células musculares.


Quando acordamos estamos com os valores de glicemia baixos, por isso o glucagon que está liberado é alto. Já quando comemos os valores da glicemia se elevam muito, sendo assim há uma maior liberação de insulina, para assim captar este excesso de glicose que está no sangue.


OBS: O exercício diminui a resistência da captação da insulina. Pois aumenta a sensibilidade do receptor de insulina. Sendo assim uma quantidade menor de insulina consegue o mesmo efeito que mais insulina em repouso. Por isso há uma queda na liberação da insulina durante o exercício. Já no exercício há uma maior liberação de glucagon, para que haja maior quebra do glicogênio e assim não deixando a glicemia cair.


Diabetes


Possuímos três tipos de diabetes. Diabetes Insipidus e Diabetes Melitus, esta que se divide em dois tipos.

Diabetes Insipidus (sem gosto):
Caracteriza-se por o indivíduo produzir urina sem gosto. Este indivíduo possui uma incapacidade de produzir o hormônio ADH, por isso não há grande reabsorção de água nos rins e assim gerando uma urina muito diluída. Este tipo de diabetes não gera morte.

Diabetes Melitus (doce/mel) do Tipo I:
Caracteriza-se por o indivíduo produzir urina com gosto. Geralmente surge na primeira infância, antes da puberdade. Pode ser causada por uma lesão (destruição) das células β (beta) do pâncreas, ou por doenças que prejudicam a produção de insulina. As principais sequelas são: aumento da glicose no sangue; aumento da utilização dos lipídios como fonte de energia e para formação de colesterol pelo fígado; depleção da proteínas do organismo; emagrecimento da criança. O tratamento para este tipo de diabetes se dá através de injeção de insulina no organismo, dieta balanceada e exercícios.

Diabetes Melitus (doce/mel) do Tipo II:
Caracteriza-se por o indivíduo produzir urina com gosto. Geralmente aparece na maturidade e a obesidade é tida como o principal fator de risco da doença. A doença está associada a um aumento de lipdis intramusculares. Com isso o indivíduo passa a possuir uma grande concentração de insulina, o que resulta em uma resistência insulínica pelo organismo. Como tratamento é utilizado um hipoglicemiante oral, juntamente com uma dieta balanceada e exercícios. Consequentemente por este indivíduo passar horas do dia com a glicemia alta, o pâncreas pode vir à falência com o passar dos anos. Tornando este paciente dependente de insulina também.

Quadro do Diabético:
·         Angiopatia (doença nos vasos sanguíneos)
·         Retinopatia (lesões na retina ocular)
·         Neuropatia (lesão do nervo periférico, somático ou autônomo)
·         Nefropatia (lesão renal)

Causas de mortes mais frequentes em diabéticos:
·         Infarto cardiovascular
·         AVC isquêmico
·         Insuficiência renal


Cuidados com diabéticos
·         Conversar com o médico, para conhecer o tratamento e horários de medicação do aluno. O aluno não deve fazer exercício no momento em que ele alcança o seu pico de insulina no organismo, pois poderá causar-lhe hipoglicemia muito rápida. Pois no exercício a insulina possui uma baixa resistência de captação. Os tipos de insulinas injetáveis variam entre si. Por isso da importância de saber qual o tipo de insulina o paciente está utilizando.
·         Evitar exercícios de alto impacto. Pois diabético perdem muito da sensibilidade subcutânea. E exercícios de alto impacto produzem muitos hematomas em alunos diabéticos. Sendo assim hematomas muitas vezes passam despercebidos por estes alunos.
·         Cuidar com o “Pé Diabético”. Alunos por não terem muita sensibilidade subcutânea, podem não perceber bolhas e machucados nos pés.  Somados ao local escuro e mal arejado proporcionado por alguns calçados, pode causar grandes infecções.

Outro marcador de Diabetes:
            Hb A1C (Hemoglobina Glicada)
- Valor médio de glicemia nos últimos 3 meses (Bom apenas para resultados de longo prazo)

·         4 a 5% = Normal
·         5,5 a 7% = Pré-Diabético
·         Mais que 7% = Diabético