quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

SISTEMA GASTROINTESTINAL E EXERCÍCIO



SISTEMA GASTROINTESTINAL E EXERCÍCIO

Uma parte do hipotálamo chamada NÚCLEO ARQUIADO é um sensor de cede, fome, calor, frio. A grelina que é um hormônio produzido no estômago quando está alta, se liga a receptores lá no núcleo arquiado avisando que a está com fome e então,  a pessoa sente a sensação de fome.






BENEFÍCIO DO EXERCÍCIO NO PROCESSO DIGESTIVO:


  • ·         O exercício físico controla a grelina em até 9 horas e isso faz com que a pessoa fique menos ansiosa;
  • ·         Maior motilidade gastrointestinal;
  • ·         Maior secreção de muco;
  • ·         Aumento da irrigação tecidual;
  • ·         Ação anti-ulcerogênica.


Porque acontece a diarreia do maratonista?

            O exercício físico promove uma ativação do sistema nervoso simpático que faz com que o sangue seja desviado dos órgãos digestivos para os músculos levando mais O2 e trabalhar na disponibilidade energética para exercício. Esse desvio de sangue acaba atrapalhando na velocidade de esvaziamento e absorção dos macros nutrientes da refeição fazendo com que esses alimentos fiquem contidos no intestino. Estes alimentos em forma de líquido através dessa má absorção somados ao fator gravitacional da corrida fazem com que a pessoa desenvolva aquilo que é chamado diarreia do maratonista.


SISTEMA ÓSSE E EXERCÍCIO



SISTEMA ÓSSE E EXERCÍCIO



O osso com o movimento ele sofre forças como:


  • ·         Compressão;
  • ·         Distensão;
  • ·         Torção;
  • ·         Cisalhamento;

Se o estímulo de tensão aplicado ao corpo for de grande intensidade ou de longa duração, este reage de forma negativa provocando lesão. Para equilibrar esses estressores positivos ou negativos, o osso de adapta  as forças que é submetido.  Depositando fibras de colágeno e sais orgânicos  em resposta a presença prolongada de agentes estressores. Isso acontece baseado no equilíbrio das atividades dos osteoclastos e osteoblastos.  
Os OSTEOCLASTOS (responsáveis pela absorção óssea) gerando uma cavitação na superfície da estrutura óssea. E, os OSTEOBLASTOS (responsáveis pela formação óssea) depositam cálcio nos ossos. Se diminui as concentrações de cálcio , as células detectam e sinalizam para os osteoclastos remover cálcio dos cristasi de hidroxiapatita, liberando para o sistema sanguíneo e cavitando o osso. Se houver a estabilização, a atividade osteoclástica diminui e é substituída por osteoblastos, os quais captam cálcio circulante e depositam na região de ausência, promovendo a remineralização da matriz óssea. Quanto mais ativo o indivíduo for, melhor ocorre esse ciclo.


  • O envelhecimento reduz o s osteoblastos que levam o cálcio para o osso.
  • Mulheres pela diminuição de estrogênio sofrem um agravamento da perda óssea, OSTEOPENIA que pode virar OSTEOPOROSE.
  • O exercício com impacto é recomentado para prevenção da OSTEOPOROSE. Porém, essa a reposta é localizada e não generalizada. Exemplo: ao saltar  os pontos afetados beneficamente para prevenção de osteoporose são calcâneo, cabeça do fêmur, ossos vertebrais.
  •  Muitos médicos recomendam a hidroginástica paralela a exercícios de força muscular porque geralmente pessoas idosas possuem outros problemas articulares associados.

ALTITUDE E MERGULHO



ALTITUDE E MERGULHO

ALTITUDE




O O2 sanguíneo que vai para o tecido é o que está dissolvido no plasma. Quando acabam os O2 dissolvidos, a hemoglobina libera O2 para o plasma que vai para o tecido. Quando a hemoglobina dessatura a pressão do alvéolo  faz com que o primeiro O2 se ligue a hemoglobina e assim continuamente então, a afinidade volta a aumentar  quanto mais O2 for ligado.
Na altitude a saturação da hemoglobina é muito inferior do que deveria ser. Isso gera um problema no desempenho aeróbico pois, o transporte de O2 pelo sangue prejudicado no indivíduo que está acima de 1500m de altitude.


PRCESSO DE ADAPTAÇÃO NA ALTITUDE

CURTO PRAZO: menor PaO2  detectada pelos quimoreceptores que hiperventilam.
  • Se a pessoa hiperventila, não liberando CO2  isso gera uma alcalose respiratória com sintomas de tontura e cansaço (primeiros dias na altitude).


MÉDIO PRAZO: maior excreção urinária de NaHCO3 + H20.

  • Hemoconcentração causada pela liberação de aguá, aumentando a viscosidade do sangue, tendendo a aumentar a pressão dos vasos e  efeitos coagulantes, dessa forma, aumentando o trabalho cardíaco.

LONGO PRAZO: secreta EPO ( eritropoietina-secretada pelo rim ) que estimula a medula óssea a produzir ERITROPOESE (aumenta as hemácias, aumentando o nível de volume no sangue).

TEMPO DE ADAPTAÇÃO NA ALTITUDE


  • ·         Até 1600m: 1 semana.

  • ·         + 600m: + 1 semana.

  • ·         3600m: 4 à 5 semanas.

OBS:  A maior altitude que uma pessoa pode se adaptar é de 5.000m.



CUIDADOS NA ALTITUDE

·         Aumentar a hidratação.
·         Aumentar a ingesta de carboidratos.

Qual a vantagem de treinar na altitude e jogar ao nível do mar?
·         Não tem vantagem, pois, o sangue transporta mais O2 para a musculatura, porém, a musculatura não está treinada.

Importante exemplo: Se uma equipe de futebol não puder estar na altitude fazendo o processo de adaptação para jogo que será disputado, é mais vantajoso que a equipe vá para o País e fique em uma cidade litorânea e se desloque para altitude somente no dia do jogo para evitar que os sintomas causados pela altitude se agravem.


MERGULHO

 

        A Pressão que a água exerce no corpo da pessoa estimula o retorno venoso aumentando a PA que estimula uma bradicardia reflexa (diminui a pressão compensatória) e diminui a FC da mesma. Portanto, quanto maior a imersão, maior a bradicardia.

EFEITOS BENÉFICOS DA IMERSÃO

  • ·         Melhora o retorno venoso;
  • ·         Redução de edemas articulares;

  • ·         Redução de líquido intersticial (aumenta a diurese) o que é bom para insuficiência cardíaca;

  • ·          Redução de edemas de lesões;

  • ·         Relaxamento.